Enquanto esperava, esperou.
Enquanto esperava fantasiou, sonhou. Entre sentimentos paradoxais, entre o ficar e o partir, naquele dia ficou.
Sonhou.... sentiu aquelas borboletas na barriga, receando sem recear, esperando sem saber o que esperar.
Enquanto esperava, esperou.
No mais íntimo de si, imaginou. Pensou sem pensar no que encontrar, no que proporcionar.
Na inconsciente consciência de pensamentos, houve um que perdurou. Perdurou no tempo daquele tempo. O mesmo que passou sem passar. O tempo de não passar, passando. Seja como for, o tempo passou.
E a expetativa do momento em que esperava partiu ou ficou?
De novo em espera expectante sem esperar, tudo se transformou. Entre o partir, o ficar e o voltar, algo mudou.
Enquanto esperava, esperou.
Sou do tempo.... do meu tempo e deste tempo. E neste tempo fiz contas ao tempo. Sou do tempo de horários escolares em desdobramento. Iniciava as as 8h30m e terminava as 13h30m com 30 minutos de intervalo. Contas feitas: eram 5h por dia na escola. De segunda a sexta feira perfazia um total de 25h. Trazia trabalhos para casa? — sim. Tinha tempo para brincar? — sim. Os pais trabalhavam — sim. Com quem ficava? — com os avós. Esses avós: analfabetos ou com competências de leitura e escrita para a vida. E ainda assim, a escola era agradável, os TPC moderados e muito relacionados com as competências essenciais para a vida, hoje designadas de aprendizagens significativas. A escola era valorizada. A brincadeira também. E, creio poder dizer, que sempre senti prazer em aprender a aprender. Hoje as crianças estão na escola das 8h às 17h. Podem ter atividades, tardes livres, outras tarefas e afazeres que lhes abrem ...
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