Os sentidos. O olfacto. O paladar. A audição. Tudo é perfeito quando cada um cumpre o seu papel e nos ajuda no cumprimento do nosso. Quando colaboram de forma estreitamente activa e em harmonia na identificação de perigos. Quando afincadamente nos proporcionam experiências sensoriais únicas, ricas e inesquecíveis. Quando enriquecem a nossa memória na compilação de momentos fabulosos que desfrutamos na nossa companhia e na companhia de outros. E quando esses sentidos se afastam e cortam relações connosco por razões que a própria razão desconhece? E quando não é possível recolher informações olfactivas do ambiente fabuloso que nos rodeia? Aquele perfume, aquele aroma adocicado, a maresia, o aroma do pão quente da padaria, do cozinhado que carinhosamente colocamos no forno partilhando-se o aroma com as visitas que ansiosamente e com água na boca vêem o desejo crescer e o rio da gruta da boca inundar.... E se, como se não bastasse, não se pudesse saborear o doce, o sa...