Muitas pessoas formulam as suas actividades diárias utilizando a expressão "devia". Devia voluntariar-me para..... devia fazer isto ou devia fazer aquilo. Esta formulação nem sempre culmina com o fazer e com a acção deseja, pelo que a mudança desejada e que devia acontecer nem sempre ocorre.
Para modificar esta forma de pensar e de actuar e conseguir alcançar os seus objectivos podemos:
1: Compreender
Compreender as questões com nos confrontamos, contextualizando-as e analisando a "origem" da formulação "devia". Essas formulações podem ter origem em qualquer momento da vida, pelo que a análise da história pessoal passada e presente é fundamental.
2: Escolher Mudar
Escolher tomar as decisões por si é o 2º passo. Deve ter o cuidado de não se deixar influenciar pelas normas e pressão de outras pessoas por acreditar se agir de outra forma irá ser rejeitado. As pessoas importantes para si vão aceitar as suas decisões, são essas que são importantes e que o encorajam. Escolher e decidir mudar, agir em conformidade com as suas crenças, valores, princípios e objectivos vão encorajá-lo a ser autêntico e a cultivar relações de autenticidade, contribuindo para o seu desenvolvimento pessoal, fortalecendo-o nas relações com o outros enfrentando as situações emocionais negativas de forma mais positiva.
3: Identificar
Observar os pensamentos e Identificar padrões. A meditação e a reflexão promovem o desenvolvimento de competências que facilitam a identificação de pensamentos e a sua reformulação. A linguagem é fundamental neste processo, pelo que estar atento ao discurso interno e externo utilizado na formulação e transmissão dos pensamentos e ideias é fulcral. A palavra "devia" pode ser substituída por outras como "tenho que", "preciso de", "vou" com convicção.
Ao modificar o discurso, as respostas fisiológicas também se alteram, acompanhando o discurso positivo e as sensações de bem-estar.
4: Agir
O 4º passo tem que ir para além do pensamento. Estar-se atento aos incentivos internos e externos dos comportamentos e atitudes que adoptamos desde que modificamos a forma de pensar é fundamental. Assim, há que agir em conformidade com os objectivos delineados e com a formulação mental dos pensamos utilizando um "novo" discurso interno. Pôr em prática o que pretendemos e avaliar os seus efeitos é muito importante.
5: Escuta interna

Escutar a própria voz, a voz interior, escutar as instruções. Ter tempo e disponibilidade para cada um e para se escutar atentamente, reconhecendo as emoções, os pensamentos, as situações, as atitudes e comportamentos, procurar a "solução", dar-se oportunidade de crescer, de se sentir a plenitude da pessoa que se é, assumindo a responsabilidade pelos seus actos, crenças mantendo a liberdade de viver e de expressão. Escutar-se para se conhecer na íntegra, para conhecer o intelecto, as emoções e intuições.
Este é um processo contínuo no qual também há retrocessos.




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