Naquela cozinha em construção, a mesma que deixaste inacabada, naquele instante voltei a sentir. Entre dois dedos de conversa sobre planos de remodelação e (de)coração, fazia projeções, tomava apontamentos, escrevia e rabiscava. Talvez saibas do que falo. Juntos fizemos projeções. Escolheram-se azulejos, mosaicos, tintas, paletas de cores, móveis, armários, arrumos, tomaram-se apontamentos. Ali, senti a ausência da tua presença e a presença da tua ausência. No olhar surgiu a chuva que não se manifestou. Vieram as imagens, daquela bomba de gasolina onde pela última vez nos beijamos, e dissemos "até logo"! E assim foi: - Até logo! Logo falamos, cada um no seu caminho, estrada do seu percurso, o mesmo que percorremos sozinhos e acompanhados um do outro e por outros, inúmeras vezes, vezes sem conta. Longe de imaginar que aquela seria a tua última vez! Longe de imaginar que aquele seria o último beijo quente! Longe de imaginar que aquela seria a última bol...
Temas e Reflexões quotidianas! Estórias de todos os dias!