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A mostrar mensagens de abril, 2018

23 de abril

Um certo dia, um senhor que rumava à sua felicidade, despediu—se com um "até logo", um abraço e um simples beijo. E foi: "até já". Horas depois, a sua voz telefónica disse: — esta tudo bem. E assim foi. A torre daquele monumento local que definia a identidade daquele povo e que fazia o coração palpitar, estava de novo presente. Não sei ao certo quantas vezes mais aquele relógio deu horas. Quantas vezes o dedo medio do ponteiro do relógio do alto da torre do monumento cruzou as 12 badaladas? Talvez o coração tenha contado essas badaladas e muitas mais. A cada uma delas, aquele senhor, sonhava e permitia que outros sonhassem. A cada badalada algo marcava presença. Aquele senhor que sonhava, por ironia do destino, deixou de escutar aquele som, de ver aquela torre que apaziguava a saudade; deixou de sentir o calor daquele beijo; deixou de sentir o entrelaçar do abraço. Talvez num 23 de abril.....