Os sentidos. O olfacto. O paladar. A audição. Tudo é perfeito quando cada um cumpre o seu papel e nos ajuda no cumprimento do nosso. Quando colaboram de forma estreitamente activa e em harmonia na identificação de perigos. Quando afincadamente nos proporcionam experiências sensoriais únicas, ricas e inesquecíveis. Quando enriquecem a nossa memória na compilação de momentos fabulosos que desfrutamos na nossa companhia e na companhia de outros.
E quando esses sentidos se afastam e cortam relações connosco por razões que a própria razão desconhece?
E quando não é possível recolher informações olfactivas do ambiente fabuloso que nos rodeia? Aquele perfume, aquele aroma adocicado, a maresia, o aroma do pão quente da padaria, do cozinhado que carinhosamente colocamos no forno partilhando-se o aroma com as visitas que ansiosamente e com água na boca vêem o desejo crescer e o rio da gruta da boca inundar....
E se, como se não bastasse, não se pudesse saborear o doce, o salgado, o cozido, o assado, o rebuçado, a água, o sumo, o vinho, o champanhe? Os alimentos seriam indiferentes, seria indiferente gostar de peixe ou de carne, apenas se poderia saber o que era pelo aspecto e pelas características apreendidas pela visão. não reunir informações de paladar na nossa memória...... o quanto se perdia do agradável da vida.
E se, o mundo deixasse de ser ruidoso e incómodo para passar a ensurdecer cada um com o seu silêncio. Atravessar a rua sem olhar para os lados? Sentir a vibração da música e dançar? Ler as legendas da televisão? Sair de casa..... o risco das nossas vidas e das vidas dos outros.
Uma história que nos leva a pensar nos comportamentos automáticos que adoptamos pelo facto de darmos como adquiridas as informações que os órgãos dos sentidos nos facultam de forma precisa e gratuita. Desfrutar das sensações que o paladar, o olfacto, a audição, a visão e o tacto nos proporcionam levam-nos a desfrutar a vida, a nossa identidade, as relações interpessoais de forma mais intensa e gratificante. O papel da psicoterapia e o auto-conhecimento, que quando sob orientação, no proporciona experiências internas fantásticas com repercussões externas mais maravilhosas.
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