Ali estava. Sentado. Naquele banco. Naquele lugar de lugar nenhum.
Olhava o invisível aos olhos dos outros. Olhava e observava atentamente o que apenas os seus olhos de dentro poderiam ver.
Sentado, folheava as páginas daquele livro que já o acompanhava há algum tempo. Aquele que naquele tempo estava na moda. E continuava ali. Folheva, tacteava, cheirava as folhas e não saboreava as palavras. Os pensamentos boicotavam aquele momento. Os pensamento diziam uma vez mais que: "amanhã vais conseguir ler"! aquele amanhã que nunca chega!
Naquele momento, através do reflexo dos raios do sol, o pensamento emerge nos pensamentos das férias!
Finalmente! Aí sim, haveria tempo de ter tempo para continuar e terminar aquele livro, aqueles pensamentos e poder dedicar-se cada momento como único e especial. Nas férias, quando o tempo deixa de ter tempo, tudo se pode fazer. E enquanto isso, já sonhava com os passeios, com a brisa do campo, com a brisa do mar, com os grão de areia, com o grãos de terra, com a cor azulada esbranquiçada do céu, com a cor branca azulada da atmosfera, com os momentos de despertar, daqueles banhos, daquelas pessoas, das gargalhadas, de cada um dos momentos. Já estavam ali, a ser vividos na primeira pessoa, de forma intensa e única, deliciosa.
E o tempo passou....
De regresso àquele lugar talvez tenha feito tudo o que pensou, parte do que que sonhou ou até nada do que desejou.
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